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Ah que dó do pobre burrico*, que nada
sabe obedecer.
Não conhece obrigações, não procura
aprender.
E pela moleza leva bronca, sem ao
menos entender!
Ah que dó do meu burrico*, acorda só
para adormecer.
Pensando bem tenha dó, também do meu
sofrer!
Pois nada fácil é lidar, com quem não
se esforça em querer.
Pensando bem, pobre de mim também,
que estou a enlouquecer!
Cuidando do burrico* teimoso, que nada
faz em perceber.
Na estrada dessa vida caminha o
burrico* sem supor,
Que o dono procura o máximo seu bem
cuidar.
E lá vai o burrico* outra vez se
encostando, um estupor!
E o dono chateado, novamente esgotado
tentando ensinar.
Não se é necessária o burrico* achar,
que só de carga é seu viver.
O serviço a todos é de grande valia,
não é vergonha, é nosso dever.
Burrico* preguiça pense antes de agir,
fazer sem pensar é muito errado!
Burrico* mandrião, não esgote a
paciência!! Não insista em se fazer de coitado!
Burrico* não deixe seu dono bem louco,
tenha dó dele, você também!
Acompanhe a saga dessas picadas que
surpresas chegam no vai e vem!
No final do dia, depois da
empreitada, quando bem feita o sorriso aparece.
Então meu burrico* dolente, vê se não
compensa, pensar melhor no que acontece!
*
A ALUSÃO AO “BURRICO”, EVIDENTE, NÃO É AO VALOROSO ANIMAL E SIM, UMA
ANALOGIA A PESSOAS QUE NÃO PENSAM ANTES DE TENTAR, ESMORECEM AO
PRIMEIRO OBSTÁCULO E EMPACAM SE ALGO NÃO LHES FOR DE FÁCIL ACESSO.
Nany
Schneider
06/07/2008 00:58
Curitiba - Paraná

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