AGUARDE A MÚSICA. POR FAVOR.

 

 

 

ÓIA O ARRAIÁ !! 2

 

Eita Festança Boa!

Craro que eu vô querê
entrá nesse rela buxo
divertí a noite intera
qui num vô passá sem isso.

Vô me lembrá com sodadi
do barracão do Siô Tenório
onde a vó dava as rosquinha
prá São João e Santo Antonio.

E o povo tudo acorria
de vela e terço na mão
módi vim buscá as rosquinha
num tinha nada mai bão.

E a foguera crepitava
do pôr do sor, a noite intera
passavam prá lá e prá cá
sem nem tostá as friera.

Num mi isqueço do Juaquim
ei cabocro bão de traia
virava o zóio pás moça
cum tuda, ele bulinava.

Mai Juaquim tinha um defeito
que ninguém nunca deu jeito
era a tar batata-doce
que ele cumia de juêio.

E na hora do namoro
dança aqui, dança acolá
Juaquim dava fim na festa
cos preso tudo a sortá.

Num tinha quem aguentasse
o tar Juaquim peidorrero
que butava fim na festa
esvaziava o terrero.

Memo assim era tão bão
as festa de São João
Santo Antonio ou São Pedro
o que importava era o inredo.

(Tere Penhabe)
Santos, 15.06.2005
www.amoremversoeprosa.com

 
TÔ  CHEGANU!
 
Di jeito i manera pudia perdê
essa festança,
pruque além dela alimentá a arma
vai enchê minha pança.
A quadria tá linda
cum tanta genti cunhecida,
só dei uma ispiadinha
mai já vi a Gi, o Irtô, o Marciá,
epa ... cadê a Cida?
Ela é danada e já iscapô
adivinha cum quem? U Paraná!
Minina toma tento
achu mió ocêis dois pará,
tein um montão do genti
oiando, percebeno
tudim qui ocês tão fazeno
i ondi issu vai dá !
Prestenção ....
Dexa issu prá dipois
agora vem prô arraiá
vem pescá, jogá bingo,
comê pamonha e dançá!
 
Carol  Rivers
 
 

Sinhá Moça

Tem festa de roça, na cidade.

Novamente entro na roda,

acendendo a fogueira da paixão.

Iludindo-me, vou brincando,

rodopiando no salão

enfeitado de bandeirinhas,

escutando  o sanfoneiro

lembrar as noites de São João,

quando o balão subia

com estouros de rojão,

aos gritos de alegria,

 dando viva a São João.

Sinhá moça ficou velha e mudou a tradição,

revive a saudade, perdida na ilusão

 de conquistar, na cidade,

 o dono  de seu coração.

Schyrlei Pinheiro

 
 
 

Arrasta pé no paiol

 

Vamu logo meu moreno

Que o baile vai começa

Nóis temo que chegá logo

Pra morde nóis se ajeita

 

Tem muita gente na festa

E cadeira vai farta

Dispóis a gente se infeza

Quando quisé descansa

 

Vamu logo, criatura

To louquinha pra dança

Vai ser uma gostosura

Nosso corpo chacoaiá

 

E tem bastante comida

Bolinho, pipoca e quentão

E ainda tem  quadrilha

Sanfoneiro e violão

 

Tem doce, canjica, mendoim

Fogueira que é pra esquentar

Ôce fica pertinho de mim

Pra gente podê namora

 

Na hora do foguetório

Nóis pode até se junta

No meio do falatório

A gente proveita beijar...

 

Vai rolar muita folia

O arrasta pé vai se bão

A orde é ter muita alegria

Nesta noite de São João!

   

Priscila de Loureiro Coelho

Jacareí – São Paulo

 

 

Ocêis num pode perdê...

Nós viemo aqui tra veis

qui é prá modi relembrá

em junho, no arraiá, festa pro cêis

vai memo se de arrebentá

Nóis qué que ocê aqui

na baita festança

ve se vem, pa ficá

cum os cumpadis, sua muié e muita dança

Eita que baita alegria

cum quentão, pipoca e vinho

muita brincadera, muita fulia

e também aqueles docinhos

Prá nóis finalizá

ocêis num vai se arrependê

um festa assim legar

ocêis não pode perdê!

 

Sueli do Espírito Santo

Sue2001

16/06/2005

DIA NO SERTÃO

Uns raio da madrugada
da casa, vara o cipó...
e ao som da passarada
alevanto, qui é mió!
   - êta dia!
 
Com uns gole de café
descenu goela abaxo
no quintal os garnisé
qué mostrá quem é o macho!
    - Dias, galinhaiada!
 
Mai ansim memo os piado
da passarada em bandu...
Inté fico arrepiado
di ouví elas cantanu!
     - Canta qui tá bunitu!
 
Um banquinho, o calderão
pras mimosa ordenhá...
Vô seguidu pur meu cão
qui pára pra se coçá!
       - Vem, sarnentu!
 
O sol já vai lá bem quente,
quanu arreio o alasão...
Vô aboiá o meu gado
pras banda do riberão!
     - ôôa, zarôio!
 
Quanu chega a tardinha,
alegria mi conforta...
Dô uns bejo na Ritinha
e du quarto fecho a porta!
   - Bas noite, cumpadraiada!
 
Maria Mercedes Paiva
junho 2005
 
 
 

FESTA NO ARRAIÁ

 

Eita... festança essa!

Ta mio de boa...

Hoje garro meu João,

Estalo um bejo naquele beição...

 

Quero esse cabocô cherozo!

Das foia do mangericão,

Ou todo prefumado do capim limão.

Só num quero ele... fedido e tudo suado...

 

Vem cá, vem!

Num foge de eu não...

Dispois que ocê me prová,

Outra muiê vai querê mais não...

 

Vai vim... ou  afrouxou...?

 

 Nadir A D’Onofrio

16/06/2005

Santos

 

 

MÊS DE JUNHO
 
As festas começam com Santo António
Dia doze é o dia do santo casamenteiro
É para ele que fico rezando o dia inteiro
Na esperança de arrumar o meu casório
 
Todo o arraial fica enfeitado, sanfoneiro
Foguetes, balões, bandeirolas coloridas
Vestidos de chita, chapéu de palha, fitas
A camisa xadrez e remendo costumeiro
 
Logo dia vinte e quatro dia de São João
Mais um dia de festa, é cerimônia na roça
Namoro que vai longe entre rapaz e moça
Gostoso pular fogueira, iguarias e quentão
 
Para terminar vinte e nove, mês de junho
O dia de São Pedro, um santo de respeito
Tem a chave do céu, como porteiro eleito
Dia de muito frio, então esquenta o vinho
 
Para animar esta festa tem o pau de sebo
E quem subir enche o bolso de trocado
O casamento para este ano já marcado
O padre, padrinhos a noiva e o mancebo
 
Tem muito churrasco, pipoca e pinhão
Com quadrilha para animar a festança
 Até o padre sisudo entrou nesta dança
mês de alegria de felicidade e emoção
 
Renate Emanuele
 
 
ZEFINHA E EU NO ARRAIÁ!

            

Zefinha tu já ta pronta, pra festa no arraiá?

bota aquela rôpa nova, hoje nós se arrebenta,

ocê só num pode , de modo argum, inventá,

de cumê batata doce, senão nós num guenta.

 

Se juntá espiga de mi, cum batata doce assada,

Vai ser um perigo danado de a fuguera apagá,

Num se aveche muito, nem ande tanto apressada,

Pois vai sê foguetão por cima e bomba de rastejá.

 

Nun saia de perto deu, pois cum esse teu oiado,

Vai tê nego pensando besteira, assim num vai dá,

Eu fico logo desnorteado, raivoso, mei aguniado,

Eu ranco as tripa dum,  sô, inté, capaiz de matá.

 

Tombém ocê  nun invente de querê a fugueira pulá,

Pois no ano passado, lembra como se assucedeu?

Dona mariquinha, disprivinida, trupicou ao sartá,

Foi um  arvoroço danado,só se sentiu o sapecá.

 

Aquelas pamonhas cum sá  e os potin de canjica,

Qui dona Toinha faiz, parece uma porçã  sagrada,

Fui cumê, tu ti alembra, me deu aquela tiririca,

Curri pro mato feito dôido, numa aflição danada..

 

E na hora do casamento, o noivo mei abestado,

Pensô qui era de verdade e falou pra xiquinha,

Hoje ninguém mi segura, vai sê pau pra todo lado.

Foi perciso uns caboco forte, para segurá o pestinha.

 

E aquela dança afobada,qui parece briga de foice,

Um roça roça atrivido, qui o nego anda de lado,

Pru mode nun dá  na vista, o caba sai é no coice,

Zefinha fica cum eu, eita meu São João arretado.

 

Tu viu aquelas vinguinhas, percurando namorado,

Infiando a faca na bananeira, pru nome aparicê,

Oiando na bacia d`água, se o caba tava acuado,

Ainda bem minha nega qui eu já to cum ocê.

 

Essa alegria sadia, sob o lindo luar do sertão,

Além de uma festa bonita, é um agradecimento,

Uma reza muito forte para acordar São João,

Para que ele interceda e nos dê o alimento.

 

Bernardino Matos

                Fortaleza, 16 de junho de 2005.

 

   

 
TÔ CHEGANGO!!!!
 
Oi Gente linda!
Aqui estou chegando
vim cantando, vim dançando,
rebolando,alegrinha
pro forro bem animar....
 
Vesti meu vestido de chita
cheios de flores coloridas
para ficar bem bonita
e, um lindo par arrumar
e, com ele noite inteira dançar...

Quero a fogueira pular
Quero a quadrilha dançar
Quero canjica comer
Quero beber quentão
pra aquecer meu coração...
Êta festa animada
quanta gente bonita...
Tanto homem, tanta mulher
Vamos dançar moçada
Vamos usar a alegria
para nos enfeitar.
 
by Penhah Castro.
 
 

AMOR  NO  ARRAIÁ

 

 Aqui donde  moro, nesse pedaço de chão,

Ranchinho do Céu,fico oiando a tela du

infinito, vaga-lume cá na grama

parece  que pula lá, tão marelinho.

 

  Di repenti, o crepúsco convida prá

  mim  ir no arraiá da alegria na Fazenda

  Esperança, a modo di encontrá ela,

  a menina de ouro do meu coração.

 

  Basta vê, meu coração fica todo acovardado,

  tem que se desta vez......corage!

  Tomando sua mão fomo prá quadria.

  Ela é o botão do meu jardim.

 

 Quero casa com ocê, naquela igrejinha

 no auto daquela barranca, nesta Fazenda Esperança.

 Vamo se noivo di verdade da quadria,

 vai mora ocê mais eu no Ranchinho do Céu.

 Vo  vive só prá te ama, como aquele casar de borboleta.

  

Maria Helena Mendonça Quinhones

 Campo Grande, MS

 
 
 
PRECE CAIPIRA
 
É Noite de São João!
Lumiano a iscuridão;
Eu vô fala em ligero
Bondoso Santo casamentero
  
Dentro do peito o coração,
Tem as bandêra da inluzão;
I faz prece de Santontoinho
Bom casamentero da  igreja
 
Eu rezo pra ocê mi arruma
Quáge sempre, todo dia,
Nesta Festa  de Alegria:
 
Bendo sonho e prazê! Um
parceiro deste mundo, iscutá
do meu peito ladainha !
 
Efigênia Coutinho
 2005 - Balneário Camboriú
www.saladepoetas.eti.br
 
 
"Arraiá" de São João
 
Os fogos anunciavam
a subida dos balões,
que o céu iluminavam
a noite de São João.
 
Barraquinhas de pipoca,
cachorro quente e quentão,
a moça vendendo "bitoca"
e os moços dizendo:- Que "bão"!...
 
Com balões e lindas bandeiras,
o "arraiá", estava enfeitado,
para as muitas brincadeiras,
sem poder ficar sentado.
 
No auge da festa animada,
no quintal entra a quadrilha:
À frente a noiva mimada,
com a barriga na virilha.
 
O noivo, o bem amado,
tremia sem parar
de medo do sogro armado,
que só fazia gritar.
 
O padre só gaguejava
em frente a tal situação,
e a mãe da noiva rezava
pra acabar a confusão.
 
Casamento realizado,
o sogro se acalmou,
o amor estava selado
e a festa continuou.
 
Autoria: Simone Borba Pinheiro
Data:22/ 05/ 03

 

 

TÁ CHEIO!!!
 
O ARRAIÁ TÁ ESTUFADO
TRAZ MAIS CADEIRA MUIÉ
VEM GENTE ATÉ DE OUTRO ESTADO
VEM A CAVALO OU A PÉ.
 
MUIÉ CÊ PÁRA DE RI
VAI LOGO BUSCÁ CADEIRA
TEM GENTE ESPERANDO AQUI
QUASE MORTA DE CANSEIRA!!!!
 
COLOCA SE FICÁ BÃO
QUANTO A MIM FICO CONTENTE
E ENVOILVO EM MEU ABRAÇÃO
VASSUMCÊ E TODA GENTE!
 
Diógenes P. de Araújo

Arraiá com Marininha
 
Trais mais pipoca menina, e prepara mais quentao
Tem mais milho assando e a música nao para nao
Quanta gente badalandu e o arraiá tá arrasando
Vamus lá minha gente que a quadrilha tá demais
As bandeirolas estao no vento suspirando meus ais
Beijocas e pipocas.
 
Marina Bernal
 
 
Vim pra festança do arraiá
 
Vamo Pessoá, vamo entrar na festança
As muiés tão se assanhando
com seus vistido de chita,
vamo dançar em fila
pro mode dançar bem a gadria,
o sanfoneiro dentambocou
sua sanfona pra valer,
a pancada do zabumda
e o  toque do triango
faz os home desencabular,
pegar as menina e e ir pro terreiro.
tá animado pra daná!
Um grita "Viva São Joããão! outro Viva São Pedro!
e aumenta o entusiasmo... o suor correndo...
eita que festa bunita,
a fogueira estralando as brasa,
e nós bota um tição,
e vamo pulá pra arranjá cumpade,
Pula um e diz: São João disse, 
o outro: São Pedro confirmou,
Que nois haverá de ser cumpade
porque Nossos Senhor mandou.
O balão subindo levando nossas tristeza
porque aqui  só tem alegria...
Vamo comer pamonha e mio assado e  quentão
pra gente ter sustança e aguentá o curribão
Deixá nosso coração, feliz pra daná.
Viva São Antônio! Viva São João! Viva São Pedro
Viva os home! viva as muié!
To feliz com minha morena
o nome dela é elena
a flor deu cheirar!
 
Tarcísio Ribeiro Costa
Brasília, 19 de junho de 2005
 
 

Minha terra

Quando saí de minha terra,

Saí com uma dor de saudade de lá,

Ainda quando volto, choro prá pode ficá,

Pois a vida na cidade é boa, mais boa erá lá

Aqui as crianças não vivem prá brincá,

Só sabem o computador ligá,

Mais na minha terra, deixei meu amor

Prá nunca mais encontrá,

Um dia volto prá lá

E de lá não saio mais.

Elza Campos

VAMÚ DANÇÁ!
 
Me chamaro pra dançá,
inté aceito e já cumeço a balança.
Meu zoinho bria de tanto querer...
querer que o Zeca ficasse por lá.
Juntava eu mais Zeca pra dançá
e sabe lá, cê escoido pra casá.
Sonhá é bom, virá verdade, oxalá!
Fico de rabo de zoio no Zeca 
pra mór de num escapá.
Óia moço bonito, o meu zoinho a briá,
vêm pra perto que eu quero
é chamegá.
 
Naidaterra

 

Óia ieu ai cumadi!
 
Vosmice mi chamou?
ieu vim aki pras ribas
pra modi di dançá quadrilha
faze promessa pros santus
pra arrumá u namorado pra ieu,oras!
Qui nessa festança di arraiá
tem muito homi bunitus
lindus, pra xuxu.
Ai meu São João
quero um homi pra modi di casá
con ieu que sabe dansá forró
e outras cousas maise.
Vamu dançá e brincá até o sol raiá
e a cumadi Nany e cumpadi Irton
que mi ature,por causa qui ieu
sou levada da breca,
e daqui só saio com meu jeca,
entonce elis vão ter que me aturá
até ieu casá.
 
Arneyde T. Marcheschi
Vitoria.E.Santo 20/06/2005
 
 
Festa no arraiá
 
A noite tava bunita!
O arraiá tava todinhu infeitadu
com banderinha colorida
e estampa de Santo António
e São João pra tudo quié ladu.
O céu tava pintadinhu de balão
O quentão soltava um cheirinhu mais quibão...
a pipoca se rebolava na panela...
mais foi na maçã do amô
qui eu fui logo atacandu...uhh.
Dancei quadrilha cum meu Tião
inté a noite terminá...
Quando a fogueira baixô,
cada um com seu par pulava,
 pra lá e prá cá...
Ninguém siqueimô
Ninguém simachucô
Também, pudera!
 São Pedro abriu a porta do céu
e soltou a lua.. pra clariá o arraiá.
 
faffi..20/06/05
 
 
 

 

Participações:

Tere Penhabe-Carol Rivers-Shyrlei Pinheiro-Priscila de Loureiro Coelho-Sueli do Espírito Santo-Mª Mercêdes Paiva-Nadir A D'onofrio-Renate Emanuele-Bernardino Matos-Penhah Castro-MªHelena Mendonça Quinhones-Efigênia Coutinho-Simone Borba Pinheiro-Diógenes P.de Araújo(2)-Marina Bernal-Tarcísio R.Costa-Elza Campos-Naidaterra-Arneyde T.Marcheschi-Faffi

 

 

 

 

 

 

 

 

CLIQUE NA FIGURA ACIMA

PARA ENVIAR ESTA CIRANDA

 

 

 

 

CLIQUE NA FIGURA ACIMA

PARA RETORNAR AO MENU

 

 

 

WEBMISTRESS E WEB DESIGNER RESPONSÁVEL: GI

EQUIPE BETTY BOOP STAR®

diretoria@bettyboopstar.com.br (Ilton Alencar)

 O conteúdo deste site é protegido pela Lei de Direito Autorais de Nº 9.610,
DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998, e pelos tratados
e convenções internacionais