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Desisti
de me fazer compreender,

61.
MEU ABRAÇO DE SONHO...
No
meu abraço tudo posso,
Posso
levar paz à multidão...
Posso
sonhar que tudo posso...
Esquecer
a contradição...
Ver
rios de águas claras,
Crianças,
sem fome, sorrindo...
Pobreza
será coisa rara...
Guerras
não mais existindo...
Céu
azul, sol a brilhar...
Dos
pássaros ouvir o cantar...
Ah!
Neste abraço de sonho...
Fraternidade
resplandece...
Grão
de amizade floresce...
Deste
abraço não abro mão!
Abraçar
o mundo
Gostaria
de nesse momento,
o
mundo poder abraçar...
E
trazer para os meus braços.
As
suas dores e o seu pesar.
Todas
as injustiças e calamidades.
Nesse
momento iriam se dissipar.
Pois
o meu abraço caloroso.
Iria
o mundo agasalhar.
Mas
como não tenho esse dom.
Só
as minhas preces posso oferecer.
Rogando
ao Pai Celeste.
Que
traga ao mundo um novo amanhecer...
Cheio
de esperanças e convicções.
Que
Ele jamais descuidará,
de
cada um desses corações...
E
não me perco nas tristezas,
que
possam por fim aparecer...
Abraço
e beijo esse mundo.
Pois
sei que N'Ele eu posso crer.
Giovânia
Correia
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63.
Abraço
a árvore e num segundo,
Fátima
Cunha
Nosso
dedilhar deixa-me maluco
Se
quiser mesmo abraçar o mundo ,
antes
de tudo devo abraçar meu irmão,
não
importa seja ele, amigo ou não.
Você
abraça o mundo quando:
Busca
mais ouvir, que ser ouvido
compreender
que ser compreendido.
Não
faz julgamentos precipitados
e
de falsos conceitos faz-se despojado.
Quando
é capaz de olhar para cada Ser
e a
"divina centelha" nele reconhecer.
Quando
é capaz de ver Deus onde quer que você for:
na
perfeita simetria de um cristal ou de uma singela flor.
Quando
você tem todos os argumentos para falar
mas
reconhece que às vezes é mais caridoso calar.
Quando
sua capacidade de enaltecer e elogiar
se
sobrepõe à sua necessidade de criticar.
Quando
você pratica o amor de um jeito peculiar
ao
invés de fazer apologia de algo que você não sabe vivenciar.
Quando
olha para todos os reinos com inegável ternura
e
coloca em seus atos o máximo de retidão e lisura.
Quando
a caridade e a misericórdia tomam conta do seu coração
e
você torna-se um manancial de alívio e de consolação.
Quando
perdoa setenta vezes sete como ensinou o Senhor
e
vive em paz consigo e com todos, ainda que açoitado
pela dor.
Abrace
o mundo, assim, a sós e delicadamente
Tenha
espírito agradecido, louve a Criação e
ore fervorosamente.
Meu
mundo não é meu
Não
é seu
Meu
mundo é nosso
E
todo mundo se esquece
Que
se o mundo é nosso
Por
que tanta guerra
Por
que tanto miséria
Por
que tanto maltrato
Com
que é nosso?
Marly
Caldas

69.
Abraço
o mundo
Entrego
minha paz ao mundo...
No
sorriso que brinca o perfume das flores,
Nas cantigas
que as estrelas espraiam em luz...
No
primeiro choro de cada criança.
Entrego
minha paz ao mundo...
Quando
desço pelo arco-íris dos sonhos,
Ouvindo
as canções do vento...
E
os gorjeios que encantam as matas...
Entrego
minha paz ao mundo...
Embora
cascatas chorem desamor.
Tsunamis,
ciclones, devastem almas.
Num
abraço, entrego minha paz ao mundo...
Porque sobrou-me
a fé
E
ainda creio em Deus.
Sandra
M. Julio
08/09/05

70.
Parecem
curtos meus braços
Para
alcançarem tantos irmãos
Mas
se chego aos corações
Meus
sorrisos falam por mim
Pelas
dores que não posso curar
Trago
as lágrimas escondidas
Dentro
dos olhos risonhos
Não
valeriam mais do que meu abraço
Silencioso
recheado de puro amor
Angélica T. Almstadter

71.
Quero
abraçar o Mundo
Mas quero abraçar o Mundo que DEUS criou
Quero fazer dele o paraíso que destruíram
Um lugar onde maldades não existem
Reconstruir tudo de bom que extinguiram
Quero
abraçar um mundo novo feito só de Paz
Onde reine o Amor somente
Onde
todos tenham orgulho do que conseguiram
Quero
abraçar esse mundo onde tudo de ruim
Úteros
de Carpete.
O
dia nasce nos golpes sucessivos do badalo. Um som que se
entranha pelos poros estimulando uma leve consciência. Os
olhos permanecem fechados. O corpo entorpecido pelo resto de
sono. As juntas resistem a qualquer movimento. Reclamam. Têm
vozes que berram na mente um grito de socorro. Fazem muito
barulho. Os ouvidos despertam. Apuram o mundo. Sintonizam
canais em busca de um som. Reconhecem o sino do mosteiro.
Que bate firme. Que bate fundo. Que bate estaca. Crava
na percepção o limiar da realidade. Anuncia o tempo em seu
ritmo imperativo. Os olhos se opõem. Reagem. Apertam as pálpebras.
Entrelaçam os cílios como uma rede de proteção. Última
linha de defesa. Pronta para impedir que nada saia, que nada
entre. Barreira do limbo. O corpo todo se esforça para
reabrir o portal dos sonhos. Submergir novamente na paz oceânica.
Se entregar à sensação do abandono pleno. Vagar no vácuo.
Ignorar a vida. Mas é tarde. Não há caminho de volta. As
buzinas já avisam que o sinal abriu. Os motores já começam
a arrotar os soberbos desjejuns. Os passos apressados surgem
como ecos. Pisam com estrondo num chão que parece metálico.
Propagam o aviso do seu caminhar em ondas que se
multiplicam. Que se espalham como notícia ruim. É a horda
dos aceitos que chega, caminhando a sua indiferença. Trazem
também as vozes. Não esta. As outras, que falam de tudo. Que
sorriem. Que xingam. Que cantam. Que aumentam e diminuem. Que
profanam a vida latente no útero de carpete.
Chegam disparando o sinal de alerta. Deixam o espírito
em estado de vigília. Fazem a razão se espalhar em picadas
miúdas e doloridas. Surreais como uma chuva de alfinetes.
Fustigam o corpo até que vem um tremor mais forte. Esse,
provocado pelas portas do comércio subindo com seus disparos
de metralhadora. São as matracas que anunciam o ritual da
purificação. O momento da maquiagem que disfarça a
cicatriz. Do curativo inútil na ferida gangrenada. É o
instante que introduz os sons da desfaçatez. Do barulho da água
lançada ao calçamento. Do chiado agudo das vassouras
esfregando o assoalho do purgatório. Compondo com o sino do
mosteiro o arranjo de uma ópera-bufa. Uma peça de paródia,
onde baianas sem máculas lavam as escadarias do templo usando
cântaros de creolina. O cheiro forte invade as narinas.
Queima os pulmões. Faz os olhos chorarem sem querer, vertendo
privações. A língua pastosa descola do céu da boca.
Desperta insossa e ressecada.
Incapaz de decifrar o sal da lágrima. O estômago pesa
sua inatividade. Pondera a possibilidade do alimento. Lembra a
urgência da fome. Está tão contorcido e vazio quanto o saco
plástico que ontem continha a cola de sapateiro. A química
de onde se aspira instantes de paz. Momentos de ternura com
lares, leitos e leite quente ao deitar. Tudo que não é real.
Nada que se faça tão presente como o cutucão do cabo da
vassoura. Cócegas
nas costelas. Nem tão alto como o grito de “ta na hora!”.
Beijo de bom dia. O primeiro pontapé é recebido como um
carinho. Confundido com o delírio do sonho. Pensa ser a mãe
que nunca existiu, chamando para a escola que nunca houve. O
segundo chute vem mais forte. Não deixa dúvidas de quem está
chamando. Nesse ponto a vassoura muda de função. Assume o
papel de fórceps. Busca uma brecha na cápsula de trapo.
Vasculha o interior do casulo como um instrumento de
curetagem. E com precisão cirúrgica se transforma num
tridente. Símbolo do mal. Começa a atiçar a carne com suas
fibras de piaçaba. Provoca mais dor. É mais um motivo para
acordar. Para desinfetar dali. Para abortar a tentativa de
fugir à realidade. Para continuar sobrevivendo.
Então
se dá a revelação. O mistério da vida gerada nas ruas. O
instante sagrado onde os mundos se tocam. O útero de carpete
se rompe. Dá à luz o improvável.
Expulsa do seu interior um pequeno ser. Quase humano.
Que apanhou e chorou para nascer. Como toda gente. Mas que não
terá colo, nem seio, nem berço. Nem a promessa de voltar a
nascer amanhã.
©
Kinho Vaz

73.
Ir
em busca do desconhecido,
Agarrar
com as mãos a felicidade,
Não
ter medo nem saudade.
ABRACEI
O MUNDO
Um
dia fui subindo, subindo e quanto mais subia
mais
maravilhado ficava com a luz e resplendor.
Quando
ao alto cheguei um belo azul refulgia
entrecortado
por brancos de nuvens em fulgor.
Minha
alma então se engrandeceu na maravilha
do
mais belo espetáculo que nos foi dado na Criação.
Extasiado
contemplei o meu berço e a minha casa
e
a Deus me prostrei feliz e agradeci em oração.
Quando
regressava e do meu berço me aproximava
fui
vendo e ouvindo, então apercebi-me da realidade,
uma
realidade nua e crua, que os homens afastava
traduzida
em fogo, guerra, destruição e maldade.
Então
prostrei-me novamente a Deus em oração
e
Lhe pedi o perdão, por toda esta destruição.
E
num gesto de medo, raiva, desilusão e frustração
abracei
o Mundo temendo por toda a sua perdição.
Victor Jerónimo
Recife,
08 de Setembro de 2005

75.
ABRAÇAR
O MUNDO
Que
a Luz do Puro Amor Divino,
Esteja
aqui e agora, iluminando o
caminho
de cada ser vivente...
Que
a fé e a esperança, seja
nutridas
em nossos corações,
pela
força do PAI,
do FILHO,
e
do ESPÍRITO SANTO!
E,
que a Onipotência de Deus PAI,
O
Amor de Deus FILHO,
E
a Compaixão de Deus Mãe,
Derramem-se
sobre todo nosso planeta
Em
forma de amor e de Paz Profunda!!!
Que assim
seja! Assim será...
Vanda
Lopes

76.
Abraço
o mundo das cores,
Abraço
o mundo da alegria,
Abraço
o mundo das flores,
Abraço
o mundo da coerência,
Abraço
o mundo dos amores,
Abraço
o mundo da decência,
Abraço
o mundo da natureza,
Abraço
o mundo dos ninhos,
Abraço
do mundo a sua beleza,
Abraço
o amor dos passarinhos,
Abraço
o mundo da verdade,
Abraço
o mundo da amizade,
No
abraço do mundo
Da natureza, emerge ousado o drama
De quem sonhou ser deus, a sarça ardente...
O deus que tudo anima e tudo inflama...
E foi um pesadelo de demente.
Conceitos de grandeza e de beleza,
De amores e de anseios fraternais...
Vestidos com o manto da tristeza,
Chorados pelo furor dos vendavais
E nesta sua invocação profana,
O desafio humano se perfila...
Fazer do deus que invoca a porcelana
das aras dos idólatras de argila.
E faz de cada irmão um inimigo,
E faz de cada irmã uma infeliz,
E faz de cada Judas um amigo...
E só da náusea pode ser matriz .
E
se esqueceu do que na cova jaz...
De
tudo o mais só vê o seu inverso...
Quando
souber da interior paz,
No abraço
do mundo, terá o universo.
A
Torre de Babel
Como
eles, queria chegar ao céu
Mas para achar-te
Me vesti com som de guerreiro
Para conquistar-te
Somente para dizer-te
I love you!!!
Como eles, fiquei falando
poesia. Sentia-me um artista
Não entendia, mas insistia
Delicadamente declamava
Je t´aime!!!
Como eles, me senti religioso
Com jeito de prece, orei você
E sem saber, proferi reza
Ao pé da igreja
Io te voglio bene!!!
Como eles, senti-me um toureiro
Arena plena, em meio as minhas poeiras
Capa e espada
Você feroz, eu atrós
Valente, tomei coragem e te disse
Te quiero!!!
A verdade da flecha deles
É a minha cimitarra de prata pura
Minha realização e razão
em nome de minha língua mãe.
És
deverás adorada.
Falo de rastros no caminho dos astros
Conseguir te atingir de fato
com palavras, minhas palavras
dita
na única fragrância da palavra
em
idioma mundial...
Te
amo!!!
Marcos Milhazes***

79.
Abraçar
o Mundo
Abraçar
o mundo
de
peito aberto, sorriso em punho
Agonia,
melancolia deixar pra trás
Só
alegria, esperança e paz
Abraçar
o mundo
Sorrindo,
cantando,sonhando
Pensando
alto
Correndo
à procura da paz
Abraçar
o mundo
Transbordando
de amor, sempre em frente
Tristeza,
solidão nunca mais
Só
harmonia, garra e paz
Abraçar
o mundo
Saltitando,
radiante cantando
Abraçara
o mundo afinal
Com
os braços da paz
Gessegleide
Chagas Pessôa

81.
Abraçar
o mundo e senti-lo
Emprestaria
do arco-íris,
suas
cores, e de nova vida
Com
jeitinho, desacelerava
volta
as antigas estações e
sem
pressa, soprando daqui
me
diga, onde esconde o ouro
do
futuro...a vida....a água.
ABRAÇANDO
O MUNDO
Tanta dor latente em toda
terra
Também sofrimento
manifesto
Miséria
que grita em protesto
Sangue
derramado em guerra
Família em caos de harmonia
O
mundo confuso definhando
Enquanto larápios
ganhando
Outros subsistem
em agonia
Miséria
e fome em evidência
Assolam
esta terra que geme
A natureza angustiada
treme
Manifestando
sua existência
Gostaria de enviar ao irmão
Com
fé o pensamento nobre
A
saúde e fartura ao pobre
E luz
ao poderoso coração
De joelhos em amor profundo
Orando
ao Senhor com fervor
Implorando paz
ao Redentor
Gostaria
de abraçar o mundo
Renate Emanuele
atelierbaron@uol.com.br
São
Paulo - Brasil
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84.
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